segunda-feira, 20 de abril de 2020

O despertar


Mais uma vez o povo foi às ruas neste domingo para se manifestar. Dessa vez, contra os atos tirânicos dos governadores e dos representantes das instituições, como Congresso Nacional (Rodrigo Maia), Senado (David Alcolumbre) e STF (Dias Toffoli). No dia do Exército, o povo foi para a frente dos quartéis pedir ajuda para as forças armadas, não para que elas fechem as instituições e tomem o poder, mas simplesmente para ajudar a um povo desarmado, que não tem como lutar contra seus inimigos. Claro que, sim, houve quem pedisse intervenção, mas não tem como dizer que isso não é democrático, pois se acontecesse, foi um pedido do povo, e é o povo quem deve ser livre para decidir seu próprio destino, o que não tem acontecido no Brasil. Mas o quanto um povo precisa estar desesperado para chegar nesse ponto? Isso diz muito sobre a qualidade dos políticos do país.

A presença do presidente Bolsonaro, que ninguém sabia que aconteceria, serviu para criar narrativas de que ele estaria planejando um golpe contra o congresso e o STF, e não o contrário, como foi denunciado pelo deputado Roberto Jefferson (PTB), o mesmo que denunciou o mensalão, narrativa essa já desmentida pelo próprio presidente, em declaração dada nesta manhã em frente ao Palácio do Planalto, a um eleitor que sugeriu isso.

Desde 2013, o povo vem tomando consciência de seu poder perante a elite. Como dizia o falecido deputado Ulysses Guimarães, "a única coisa que mete medo em político é o povo na rua. Mas, se a liderança daqueles movimentos foi entregue em mãos erradas, o que acarretou somente na queda de Dilma Rousseff e não do sistema inteiro, agora essa massa tem em Bolsonaro alguém que lhe represente de verdade. E se o representante do povo não consegue governar de acordo com a vontade do povo por causa de pessoas que usam as instituições como bem entendem, então não há democracia, já que a vontade da maioria do povo não está prevalecendo. Assim, cabe ao povo lutar para que sua voz seja ouvida. Quem critica isso são pessoas com a mentalidade do "estado-babá", que acham que o povo não tem consciência do que quer e que o estado é quem deve guiar os rumos. Os mesmos que chamam Bolsonaro de fascista por querer diminuir o poder do estado e criticam o AI-5, mas apoiam as medidas autoritárias dos governadores estaduais, algumas delas dignas da Rússia comunista.

O fato é que estamos numa guerra, e estamos em vantagem por enquanto. Mas não podemos recuar, ou a coisa pode ficar muito pior. Não é uma pandemia nem um plano sinistro global que vai determinar os rumos do Brasil.

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