domingo, 24 de dezembro de 2017

Terceira via

Em 2018, teremos eleição presidencial no Brasil. Talvez a mais importante delas desde a redemocratização do país. Por isso, nos cabe analisar da melhor forma possível o panorama político que vem se formando para esse pleito. 

Desde 2014, durante a polêmica reeleição de Dilma Rousseff, há uma clara divisão entre os que são a favor e contra o governo. Isso se reflete nas pesquisas recentes, que mostram uma disputa entre dois candidatos com bastante rejeição popular, um da esquerda (Lula/PT), e um da direita (Jair Bolsonaro/Patriotas). Porém, qualquer um que entenda o básico de estatística sabe que pesquisas eleitorais são totalmente relativas. Além disso, essa promete ser a eleição com o maior número de candidatos entre todas já disputadas. Além dos dois acima, são pré-candidatos: Ciro Gomes (PDT), Manuela D'ávila (PCdoB), Cristóvão Buarque (PPS), Álvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede). Para acabar com a recente polarização política do país, é bom que surja um terceiro candidato com força política o bastante para ser uma terceira via. Mais do que saber se o candidato é de direita, esquerda ou centro, devemos analisar histórico político, propostas, se o candidato é ficha limpa, entre outras coisas. 

O grande porém da questão é que o candidato que for eleito terá uma dura missão pela frente. Com todos os poréns do governo Temer, que não são poucos, é inegável que ele foi bem melhor econômica e politicamente do que sua antecessora, principalmente pelo fato de ter tomado algumas medidas corajosas, impopulares, mas necessárias. O populismo, que é um dos grandes males da política no Brasil, pode não ser mais tão determinante.

As redes sociais também podem ser outro fator determinante nas eleições. É cada vez maior o número de perfis de simpatizantes de candidatos.

Enfim, nunca foi tão necessário escolher um bom candidato como agora. É o futuro do país que está em jogo.