quinta-feira, 12 de maio de 2016

Tchau, querida!

Dilma Rousseff. Fonte: surrealista.com.br

O governo de Dilma Rouseff acabou em 2014, quando a Presidente se reelegeu em uma eleição muito controversa. Nos dois anos de seu segundo mandato, a única promessa que conseguiu cumprir foi a feita durante a corrida eleitoral, de que "faria o diabo pra ganhar a eleição". Para isso, maquiou as contas do país e fabricou uma realidade totalmente oposta daquela vivida pelo país naquele momento, pagando um marqueteiro com dinheiro sujo.

Um filósofo disse uma vez que tudo aquilo que é sólido se desmancha no ar. O governo de Dilma e do PT se desmanchou porque se tornou insustentável. Tão insustentável que foi abandonado até pelos aliados, exceto pelos do próprio partido e pelos seus colegas pau-mandados do PCdoB. O escândalo da Petrobrás, os cortes nos programas sociais (que ela disse que os adversários fariam) só contribuíram para enterrar um governo cuja morte era iminente. 

Mas, apesar de a inevitável saída de Dilma ser o melhor para o país, é preciso ressaltar que muitos dos que a julgam também são tão ou mais criminosos do que ela. Michel Temer, ainda não tem crimes comprovados contra ele, mas existem acusações e indícios, e onde há fumaça, há fogo. Agora acusar o governo dele de ilegítimo é tão mentiroso quanto dizer que não há crime(s) de responsabilidade e que o processo de impeachment, mesmo previsto na constituição, é golpe, afinal, quem elegeu Dilma como presidente, também elegeu Temer como vice. Aliás, a essa altura do campeonato, qualquer atitude do governo soa como desespero, principalmente quando a sua equipe é tão incompetente quanto ela. A frase que melhor resume essa história foi dita pelo Senador Cristóvão Buarque (PPS): "Abrimos uma porta que era necessário que fosse aberta, mesmo sem saber pra onde ela vai nos levar".

Itamar Franco preparou a terra, FHC plantou a árvore e Lula colheu os frutos. Dilma, com sua incompetência, derrubou a árvore. E quem paga por isso é o povo. Michel Temer precisa ser o Itamar Franco da vez. E que os próximos presidentes que venham aprendam de uma vez a lição de que seu governo só vai até o fim se você conseguir governar sem provocar uma crise econômica.   

segunda-feira, 2 de maio de 2016

O pequeno grande Leicester City.

Leicester City FC: o time sensação da Europa. Fonte: Mirror.co.uk


O futebol realmente é uma caixinha de surpresas. Quem imaginaria que um pequeno time da Inglaterra, que há dois anos atrás estava na segunda divisão, e que no ano passado quase voltou pra lá, conquistaria um campeonato onde jogam times como Arsenal, Manchester United, Chelsea e Liverpool? É uma história pra roteirista de Hollywood nenhum botar defeito. Uma história tão incrível que até os próprios torcedores do time achavam que era um sonho. 

Pois o sonho se tornou realidade nesta segunda-feira, 03 de maio de 2016.


O feito do Leicester City é histórico. Talvez, o maior feito da história do futebol. Não só por ser um pequeno entre os grandes, mas porque mostra que, mesmo sem grandes investimentos, é possível formar um time campeão. Mesmo assim, o Leicester ainda é exceção. É a primeira equipe fora do eixo Manchester-Londres a conquistar a Premier League desde o Blackburn Rovers em 1995. Mas o Blackburn já havia conquistado boas campanhas nas temporadas anteriores, por isso, não dá pra comparar com o feito da equipe comandada pelo italiano Claudio Ranieri. A surpresa é ainda maior por se tratar de um campeonato de pontos corridos (esse tipo de coisa normalmente só acontece em campeonatos de mata-mata) e ainda por cima, daquele que é tido como o "melhor campeonato do mundo". Um time unido, que joga um futebol simples e eficiente.

Aliás, a equipe é cheia de histórias de superação. Que o diga o centroavante Vardy, que chegou a jogar na quinta divisão da Inglaterra. O meia Mahrez e o volante Kanté jogavam em divisões inferiores da França. O técnico, Cláudio Ranieri, vinha de uma péssima campanha com a seleção da Grécia nas eliminatórias para a Eurocopa. Hoje, Vardy é artilheiro da Premier League e titular da seleção da Inglaterra. Kanté teve suas primeiras convocações para a seleção da França e o argelino Mahrez foi eleito craque do campeonato, já sendo cobiçado por clubes maiores.

Mas, a maior lição que esse título nos passa é a de que, em um campeonato bem organizado, tudo pode acontecer. Mesmo no campeonato alemão, onde há quase um monopólio do Bayern de Munique, alguns times ainda conseguem chegar ao topo, como o Borussia Dortmund, o Wolfsburg, o Werder Bremem e o Stuttgart. Aqui no Brasil, esse tipo de surpresa só é possível em campeonatos estaduais e na Copa do Brasil. Em São Paulo, o Audax é o segundo pequeno a chegar na final do campeonato paulista em três anos (o primeiro foi o Ituano, campeão em 2014). Enquanto os clubes brasileiros não se organizarem e mandarem a CBF para o lugar que lhe é de direito, aquele que um dia foi o futebol mais bonito do mundo continuará em seus dias de inferno astral.

Na próxima temporada, os Foxes (ou as Raposas, como é chamado o time do Leicester) irão disputar o campeonato Europeu. E o mundo olhará novamente para esse pequeno time inglês com outros olhos. Antes, com surpresa e espanto. Agora, com respeito e admiração.

Parabéns ao Leicester City Football Club, campeão Inglês da temporada 2015-2016.