sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ingratidão

Normalmente, minhas melhores postagens saem quando me sinto indignado com alguma coisa e resolvo escrever sobre aquilo. As coisas que mais detesto são a frescura e a ingratidão. E como apreciador de futebol e torcedor árduo do Flamengo, me senti indignado hoje com algumas coisas que andam acontecendo no clube.
Fiquei muito feliz com a vitória da chapa azul, pois é um grupo de empresários e torcedores que se comprometeram em melhorar a situação interna do clube.
Pois bem. Já vi vários casos de ingratidão no futebol. O Real Madrid, por exemplo, tem sido muito ingrato com alguns jogadores que passaram por lá recentemente. Mas o pior é quando o jogador é ingrato com o clube.
O Flamengo nem sempre acerta no que faz. Aliás, tem errado mais do que tem acertado, ultimamente.
No caso Ronaldinho por exemplo. O que ele fez foi mais do que ingratidão, foi traição. O time apostou nele, lhe deu a camisa 10, de Zico, de Petkovic, de Adriano quando ainda queria ser jogador, e graças a ele, muitas coisas ruins aconteceram, como a queda de Luxemburgo e o fim de alguns patrocínios. E mesmo sabendo que ele estava errado, o clube o defendeu ao invés de colocá-lo na linha, e o resultado todos já sabem. O caso Ronaldinho foi só o mais recente de outros como o de Marcelinho Paraíba, por exemplo.
Agora vejo o caso mais recente: Wellington Silva. Ele chegou sem muita badalação, vindo do pequeno Resende, após boas atuações no Carioquinha que meu time cansou de ganhar. Era o reserva de Léo Moura, por tanto, poderia não ter muitas chances. Mas o camisa 2 se machucou e a oportunidade apareceu. Ele não foi mal, nas não demonstrou nada demais. Apenas deu conta do recado. Mais tarde, Léo Moura é suspenso e outra oportunidade lhe foi dada. E ele brilhou, teve ótimas atuações, e se tornou titular por merecimento, fazendo inclusive com que Léo Moura fosse deslocado para o meio campo, e só voltasse para sua posição após a expulsão de Wellington contra o Corinthians. 
O Flamengo era irregular no campeonato, até que 3 contratações certeiras concertaram o time. Cléber Santana e Renato Santos chegaram do Avaí e Wellington Bruno veio do Ipatinga. Eles, junto com o lateral Wellinton Silva e o volante Amaral, fizeram com que o time jogasse melhor e terminasse o campeonato com uma sequência invicta e na parte de cima da tabela.
Durante essa sequência, o primeiro começou bem, mas foi caindo de produção e chegou a brigar pela posição com o terceiro. O segundo se entendeu muito bem com Gonzáles na zaga, tendo se tornado titular absoluto.
Depois das eleições, começou o bafafá chato. Wellington Bruno foi para a Ponte Preta e alguns jogadores ficaram com suas renovações pendentes.
Robinho, muito especulado e muito próximo, não veio. Nem Renato Augusto. Zinho se demitiu e Botinelli foi dispensado. A Olympikus deu lugar à Adidas na confecção dos uniformes. E Wellington Silva? Esse deu uma das maiores demonstrações de ingratidão e falta de hombridade dos últimos anos. Podendo renovar com o Flamengo, e ser titular na temporada 2013, resolve sumir do mapa depois de receber uma proposta do Fluminense. O Rubro Negro, interessado em sua renovação, resolveu procurar o Resende, dono da maior parte do passe do jogador. Este, se absteve, dando uma demonstração do time pequeno que realmente é. E os 500.000 empresários do jogador (3 na verdade), dificultaram mais ainda o trabalho.
Não bastando isso, o jogador envia uma carta ao time, dizendo que seu desejo é sair do time. Não retorna as ligações de Zico e, agora, consegue na justiça o direito de ser liberado do clube antes do fim de seu contrato.
Mais ingratidão do que isso, impossível. O clube o projeta, revela o cara para o Brasil. A torcida lhe demonstra carinho, o elogia, o incentiva. E ele faz isso conosco.
Pois bem, se ele quer tanto ir para o rival, que vá, mas eu desejo profundamente que ele mofe no banco de reservas e não pare em equipe nenhuma, para aprender a cuidar melhor da carreira e a ser homem. Se quer sair, que entre em acordo, e não se espelhe em maus exemplos, como o de Ronaldinho, que eu falei acima. Ele é bom, mas não é craque, e o Flamengo é maior do que tudo e todos.
Que venha 2013.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Miss Universo e o patriotismo americano.

Vou tratar hoje de um assunto que me deixou meio indignado. Assim como eu, quem assistiu ontem ao concurso de Miss Universo, deve estar se sentindo da mesma maneira. O resultado me fez refletir sobre meu conceito de beleza. Chegaram à final: Estados Unidos, Austrália, Filipinas, Venezuela e Brasil. Vendo as candidatas, como elas foram durante todo o concurso e as respostas que elas deram às perguntas que lhes foram feitas, achei que Estados Unidos e Filipinas cairiam logo de cara, deixando a decisão entre Venezuela, Austrália e Brasil, que, em questão de beleza, eram as melhores. Eis que, para surpresa geral, estas é que caem, deixando a final entre as duas primeiras. Como se a decisão já não fosse "caseira" o suficiente, logo depois, Olívia Culpo, dos Estados Unidos, é eleita a mulher mais bonita do universo.



Depois de desligar a televisão e me dirigir ao Twitter para fazer minhas críticas, cheguei à seguinte conclusão:

Primeiro: acho que o concurso deveria se chamar "Miss Planeta Terra", "Miss Mundo", ou algo do tipo, já que não há como saber se só existem mulheres na Terra. Ou aquela história de que as mulheres são de Vênus surgiu do nada?

Segundo: os Americanos estão ficando mais patriotas do que os Argentinos. Não que a Americana não fosse bonita, mas ela não era tão bonita quanto as três primeiras que caíram. Só ganhava da Miss Filipinas. Por isso ela foi eleita? Não sei, mas acho que nunca vou conseguir entender esse novo conceito de beleza. Naquele juri, ou ninguém entende nada, ou ninguém é isento o bastante pra tomar esse tipo de decisão. Ou é coincidência uma americana ser eleita a mulher mais bonita do mundo em seu país?

Terceiro: não é a primeira vez que isso acontece nesse concurso, que tem sua credibilidade cada vez mais abalada. Acho que as pessoas que avaliam as candidatas não levam em conta apenas a questão da beleza, da simpatia, do caráter e da inteligência. Eles se deixam levar por questões políticas, econômicas e sociais. Por isso a Miss Venezuela não venceu, já que o ditador Hugo Chávez, presidente do país, é inimigo político do governo americano, desde os fatídicos tempos de George Bush. A marmelada se torna ainda pior quando lembramos da tragédia em Newtown, onde um maluco matou 20 crianças em uma escola. Só o fato em si já choca e sensibiliza o suficiente para que pensemos que a Americana foi coroada por pena.

Filipinas ter ficado em segundo lugar também me cheira a jogada de marketing, já que fez com que um país pequeno da Ásia aparecesse para o mundo inteiro.

Depois dessa, vi que os americanos são capazes de tudo por seu país. Capazes até de coisas que nós Brasileiros não faríamos pelo Brasil, até porque, convenhamos, com a situação do país hoje, não vale a pena. Tanto é verdade, que mesmo com a onda de protestos contra o resultado, vi poucas pessoas dizerem que a Brasileira Natália Markus deveria ter sido a vencedora. E se ela fosse, teria sido com mais merecimento, na minha opinião.

Acho que deveríamos aprender com os americanos. Devemos deixar de sermos passivos e de apoiar nosso país somente em época de Copa do Mundo. Muita coisa está errada no Brasil, e não podemos ficar quietos diante disso. Temos que voltar aos tempos das revoltas populares, que comprovadamente funcionam quando buscam questionar o poder. Os jornais nos mostram isso todos os dias. As redes sociais estão aí pra isso. Basta querer.

Com perdão do trocadilho, Olívia, eu não te culpo, mas você não mereceu. Desculpe.