sábado, 19 de outubro de 2013

Sony e a soberba.


Que a Sony sempre teve muita soberba, não é novidade nenhuma. Mas essa semana ela resolveu esfregar isso na cara do Brasil. Todos estavam ansiosos pela divulgação da data de lançamento e do preço do Playstation 4 no Brasil, e, quando todos pensavam que, pelo fato de o console custar apenas 400 dólares nos Estados Unidos, o custo dele não seria muito maior do que o dos concorrentes. Mas eis que vem a bomba! O console vai custar no Brasil a bagatela de R$4.000,00! 
Nessa hora eu pensei: eles não querem vender o console aqui. Sério, porque mesmo com toda a carga tributária que os videogames recebem (mais de 70% do preço), o console deveria custar no máximo uns R$2.500,00. E olha que a Sony já produz os seus consoles aqui em Manaus! A Microsoft, que faz a mesma coisa, consegue vender o Xbox One por R$2.200,00, que é um preço alto, mas não é absurdo. E a Nintendo, mesmo com os problemas que tem pra trazer os produtos pra cá, consegue vender o modelo mais caro do WiiU por R$1.500,00. R$4.000,00 não dá! Cadê o povo nas ruas numa hora dessas? É mais fácil viajar pros EUA, ou até pra Venezuela ou Argentina, onde o console vai custar quase metade do preço, do que comprar aqui.
A Sony tem que saber se por no seu lugar. Que os seus produtos são de boa qualidade, é inegável, mas ela não precisa fazer os brasileiros de idiota por causa disso. Eu sou totalmente a favor de se pagar um preço um pouco mais alto por um produto que valha o preço. Mas meu pensamento é uma exceção nesse país que desperdiça o potencial que possui. O custo de vida aqui é muito alto e a grande maioria da população prefere comprar o produto mais barato, sem se importar se a qualidade dele é boa. Por isso, o PS Vita da Sony perdeu feio a briga com o Nintendo 3DS (mas nesse caso foi na qualidade e no preço). Aliás, se a Sony é o que é hoje no ramo dos videogames, ela deve isso à Nintendo. Quem conhece a história do Nintendo 64 e do periférico de CD que a Sony lançaria para o Super Nintendo que acabou se tornando o primeiro Playstation sabe do que eu estou falando.
Nunca fui fã do Playstation desde que ele surgiu. Sempre fui Nintendista assumido, mas admito que gosto de algumas franquias da Microsoft. Tomei a decisão definitiva de comprar o WiiU depois que vi a notícia acima, pois não me importo muito com gráficos ou potencial ou com o que o console faz além de rodar jogos. Se estes forem de qualidade, já vale a pena pra mim. Por isso, acho que o povo, como forma de protesto, deveria boicotar o PS4 pra forçar a Sony a baixar o preço. Temos que mostrar quem somos, pois o Brasil é um dos países que mais joga videogame no mundo. Se quiserem comprar, comprem fora, já que viajar e comprar no exterior sai muito mais barato. Mas não comprem aqui, aí nós vamos ver o que a Sony realmente quer.

sábado, 12 de outubro de 2013

Dia das crianças.

Em certas horas, penso que deveria ser proibido crescer. A vida é tão mais complicada depois de adulto. Tenho 23 anos e ainda não me acostumei. Deve ser porque dizem, agora, que a adolescência vai até os 25. De qualquer modo, agora entendo como Peter Pan se sentia.
Não se faz mais infância como antigamente. Os tempos mudam e a cultura também. Em muitos casos, pra pior. Ou você não notou como anda a cultura do Brasil nos últimos anos. Chega a dar nojo! Começo a achar que Einstein estava certo quando disse que o ser humano, em alguma hora, ficaria dependente das tecnologias. Isso diminuiu muito as relações humanas. Por causa das tecnologias, as crianças deixaram de irem brincar na rua, por exemplo, com exceção daquelas de classes menos favorecidas economicamente falando. Não que elas não devam ser usadas, pois vieram para o bem. O que deve haver é conciliação. Eu, por exemplo, joguei muito videogame quando criança (tanto que sou apaixonado por eles até hoje), e nem por isso deixava de ir jogar futebol na rua, ou andar de bicicleta, ou algo do tipo. Aliás, naquele tempo, jogar videogame era bom justamente porque podíamos tanto jogar sozinhos quanto chamarmos nossos amigos pra jogar junto. Quantas amizades não começavam (ou terminavam) assim?
E o que dizer da música? Dos programas de TV? Dos desenhos? Ah, os desenhos. Qual criança dos anos 90 não voltava correndo do colégio para casa, para assistir aos Cavaleiros do Zodíaco? Ou ligava no programa da Xuxa pra assistir ao He-Man e ouvir ao Trem da Alegria, que praticamente morava no programa. Mais tarde, no SBT, outros ótimos desenhos, como O Fantástico Mundo de Bobby, Os Ursinhos Carinhosos (que era meio frufru, mas naquela época ninguém ligava pra isso), Rugrats, Doug e mais tarde, Dragon Ball. Sem citar outros vários, como A Caverna do Dragão e alguns mais antigos que ainda passavam nesse tempo, como Scooby Doo, Pica Pau, Tom e Jerry, Pernalonga, Popeye e etc. Ainda tinham os seriados japoneses, como Jaspion, Ultramen e Power Rangers. Depois, vieram os tempos áureos do Cartoon Network, que exibia Du, Dudu e Edu, As Meninas Super Poderosas, O Laboratório de Dexter, Johnny Bravo e A Vaca e o Frango, além de animes, como Sakura Card Captors, Sailor Moon, Samurai X e Pokémon, que nesse tempo ainda era febre. Isso sim eram bons desenhos. Hoje, vemos a programação das TV's sem espaço para as crianças, tanto na aberta quanto na fechada, com raríssimas exceções.
Quando se fala na música, a mudança é mais gritante. Não falo nem da música infantil, porque o auge dessa foi nos anos 80, mas, generalizando, a qualidade piorou muito. Até as músicas mais escrachadas daquela época, a maioria resumida em axé e pagode, eram boas se comparadas com as de hoje em dia, e já eram espancadas pela mídia que, eu como jornalista reconheço, nunca soube de nada. Estão aí os Mamonas Assassinas que não me deixam mentir. Hoje em dia, por causa da internet, qualquer um que saiba cantar ou tocar um instrumento e que faça uma música de qualidade duvidosa com um refrão grudento faz sucesso. As coisas ficaram fáceis, e por isso banais, demais.
Acho que vou atrás das Esferas do Dragão e vou fazer um pedido: quero os anos 90, e minha infância, de volta.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Xeque-mate!

Marina Silva se filia ao PSB e apoia Eduardo Campos (Fonte: Correio Brasiliense).

Uma jogada de mestre. Assim podemos definir a decisão de Marina Silva em se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) para disputar as eleições presidenciais de 2014 ao lado do candidato do partido, Eduardo Campos, governador do estado de Pernambuco. 
As eleições no Brasil são um jogo de xadrez, onde os participantes que estão vencendo jogam sujo em busca da vitória. A prova disso foi a atitude desesperada do Partido dos Trabalhadores (PT) em impedir a criação da Rede Sustentabilidade, partido que seria liderado por Marina Silva e que teria apoio maciço da oposição e do povo, ao anular assinaturas favoráveis à criação do mesmo. Enquanto os outros dois partidos, o Solidariedade e o Partido Republicano da Ordem Social (PROS), criados única e exclusivamente para favorecer a infidelidade partidária, tiveram sua criação efetivada sem problemas.
O cenário das eleições, que antes estava obscuro, agora começa a clarear. Enquanto o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) ainda briga internamente para definir a candidatura entre Aécio Neves e José Serra (com mais chances para o primeiro), o PSB dá uma aula e sai na frente com a aliança Eduardo-Marina, que provavelmente será vice na chapa.
O que devemos analisar aqui é o seguinte: se Marina Silva tivesse desistido das eleições quando teve a criação de seu partido negada, Dilma Rouseff estaria reeleita antes das eleições acontecerem. O PT vetou a criação do partido porque sabia disso. Seria mais fácil disputar contra o PSDB, cachorro que late, mais não morde. Com a filiação de Marina ao PSB, podemos esperar uma eleição mais justa e disputada. Claro que, na política, tudo se baseia em troca de favores. Marina apoia Eduardo na oposição à Dilma, e, em troca, ganha apoio (já declarado, inclusive) para a criação de seu partido, a Rede Sustentabilidade. Se em 2010 foi Marina que conseguiu impedir a eleição de Dilma no primeiro turno, dessa vez, para o bem da democracia, ela tem chances de fazer uma disputa de igual para igual. Pela primeira vez em 12 anos, temos uma oposição de verdade. A ditadura do PT está em xeque. Em 2014, habemus eleição!