terça-feira, 7 de abril de 2020

A mídia anti-democrática.

Os problemas da mídia brasileira são grandes e profundos. Com os acontecimentos recentes no Brasil e no mundo, nunca ficou tão claro o modus operandi da imprensa e a quem ela serve. Mas esse é um problema que não é de agora.

Tudo começou com a sindicalização da categoria, iniciada por volta dos anos 60, que ajudou na realização da "marcha contra as instituições" pregada por Gramsci, e brilhantemente destrinchada por Gordon (2017), visto que o sindicato estava na mão dos comunistas, que passaram a ter nome e registro de todos os jornalistas na mão, e passaram a determinar quem iria trabalhar e aonde. Mas, se a utopia comunista prejudicou o jornalismo, foi outra utopia, a tecnicista, pregada pelos militares positivistas, que ajudou a prejudicar o ensino do jornalismo. Na época do regime militar, os mesmos militares que combateram com inegável sucesso as guerrilhas, fizeram vista grossa (o que lhes causou, anos depois, grande humilhação) para a ocupação esquerdista das universidades. E aí, há dois problemas: primeiro - com o excesso de universidades, a oferta de jornalistas formados é sempre maior do que a demanda existente, o que leva alguns jornalistas recém formados, ou ao desemprego, ou a trabalhar em outras atividades relacionadas à área da comunicação, como a publicidade, as relações, públicas, o marketing, entre outras; segundo - a queda na qualidade do ensino, provocada pela efetivação do método sócio-construtivista. Assim, você tem uma grande quantidade de jornalistas com péssima formação intelectual, e em sua maioria analfabetos funcionais, ocupando redações brasil a fora.

Outro grande problema é que a maioria dos órgãos da grande mídia se gaba de uma independência que na realidade não possui. E trabalha contra a existência de órgãos de imprensa verdadeiramente isentos e independentes. Se você possui conta no Twitter, veja as postagens da Vera Magalhães, do Felipe Moura Brasil e da Madeleine Lacsko e vejam se eu não tenho razão. E a coisa fica ainda mais grave quando percebemos que a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e as Agências de Fact-Checking também estão na mão da esquerda. Bem democrático, não?

Com a hegemonia canhota nas faculdades, passou-se a cometer um equívoco que ajuda a explicar o modo de pensar (e agir) de 99% da imprensa brasileira. Como ressalta Derosa (2017), o jornalismo tem como principal função informar, e essa informação tem um efeito transformador na sociedade, já que informação gera conhecimento. Porém, hoje em dia, prega-se o efeito como função. Ora, se o jornalismo deixa de ter a função de informar, então os fatos passam a não ter importância, podendo ser tratados de diversas formas, como explica Charaudeau (2010), e isso, acrescido da total supressão de qualquer opinião anticomunista nas universidades, acaba favorecendo a criação de narrativas, pós-verdades e fake news. É o que acontece com a imprensa brasileira: ela prefere selecionar os fatos e interpretá-los de acordo com a agenda que pretende propagar, o que quase sempre são ideias que vão de encontro aos valores da sociedade brasileira. E isso vem contribuindo cada vez mais para a perda de credibilidade da grande mídia e a ascensão da chamada mídia alternativa. As redes sociais também ajudaram a quebrar essa hegemonia, apesar de que o algoritmo delas, historicamente, mais tem prejudicado a imprensa "de direita" do que ajudado.
Mas aos poucos, o público vai acordando. Canais como a Rede Globo e a TV Bandeirantes, ambos submetidos à China, tem perdido audiência gradativamente, enquanto jornalistas de pensamento oposto, como Alexandre Garcia, Guilherme Fiúza e Augusto Nunes tem sua credibilidade e audiência cada vez maior. Vale destacar também o papel realizado pelo apresentador Sikêra Junior, da TV Acrítica, que tem seu programa exibido em rede nacional pela RedeTV, com audiência cada vez maior. Graças ao apresentador paraibano, as ideias conservadoras voltaram a ganhar espaço na grande mídia, e as hipocrisias dos progressistas foram expostas para todo o país. (Vejam os vídeos do Fernando Melo e do Kodhak para entenderem melhor.)

Analisando psicologicamente, o diagnóstico da grande mídia é de Síndrome de Estocolmo: ela exalta gente que quer tirar sua liberdade e é hostil àqueles que pregam a sua liberdade. Para ela, Lula, que falava abertamente em "regulação da mídia" e era amigo de pessoas como Hugo Chávez, Fidel Castro e Nestor Kirchner, gente com histórico de censura a órgãos de imprensa, é um santo e democrata, enquanto Bolsonaro, que nunca abriu a boca pra falar em censura ou fechamento de jornais, embora teça críticas contundentes ao comportamento da imprensa (a maioria com razão), é tido como um ditador que precisa ser derrubado. Enquanto esse tipo de pensamento não for banido, ou pelo menos revertido, da mídia, esta se afundará cada vez mais junto ao público. Por isso, como diria Dom Pedro II "a imprensa se combate com a imprensa."  

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