quinta-feira, 26 de abril de 2012

Gamers versus impostos (Opinião)

Quem é fã de games no Brasil, sofre. São muitos jogos que você tem vontade de comprar e passar horas na frente da televisão, jogando, mas é complicado quando estes jogos custam entre 120 e 200 reais.

Recentemente, escrevi uma matéria sobre a diminuição do preço dos games no Brasil, depois de ter lido várias notícias sobre isso, e na esperança de que a coisa melhorasse, o que em parte, aconteceu. Mas, sabendo da recente polêmica em que o presidente da Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games do Brasil (Acigames), Moacyr Alves Jr. se envolveu, por causa de recentes declarações (http://www.nintendoblast.com.br/2012/04/criador-do-jogo-justo-moacyr-alves.html),(http://www.techtudo.com.br/jogos/noticia/2012/04/entenda-a-polemica-com-o-criador-do-jogo-justo-e-a-distribuicao-digital.html), resolvi me manifestar mais uma vez sobre o assunto. E minha opinião é a seguinte: O Brasil nunca irá pra frente enquanto a política e o povo forem tão cegos do jeito que são. O que contribui para o preço alto dos jogos é a alta carga tributária, principalmente para produtos importados. Uma carga de IOF de 6,38% impede que as empresas do ramo queiram se instalar aqui. E o governo ao invés de ajudar, fica criando briga com a Zona Franca de Manaus, por causa dos seus incentivos fiscais, o que espanta mais ainda as empresas. Por causa dessas altas taxas, os gamers apelam para as redes como a PlayStation Network e a X Box live, que comercializam os jogos por preços muito mais em conta, sem impostos embutidos. Querer regularizar o comércio dos jogos digitais, tudo bem, mas não deixe os gamers sem opção! O mercado de games no Brasil é muito bom, mas é mal explorado. Me lembro muito bem da época do Nintendo 64, em que um cartucho custava R$ 180,00, e mesmo assim, me sinto muito feliz pelos games que tive a oportunidade de jogar, sozinho ou com os amigos, horas e horas sentado na frente da TV. Um jogo bom me trás um prazer imenso até hoje. O ruim é procurar novidades no ramo todo o mês e ter que se segurar por causa dos preços. Me toquei disso na época do Game Cube: aqui em Manaus, era cobrado o preço de R$ 500,00 apenas pelo console, enquanto em Margarita, na Venezuela, você comprava o console, com um controle e um jogo, por R$ 350,00. Chega a ser absurdo! Aliás, esse país tem horas que me dá nojo! É incrível a capacidade da política de corromper tudo e todos. Começo a achar que o Dia Nacional Sem Impostos só aconteceu por causa do Facebook. Nesse dia, vi lojas de games vendendo jogos para Nintendo DS na faixa de R$ 70,00 e R$ 90,00. A diferença é gritante! Se o governo baixasse os impostos na média física, os lojistas poderiam diminuir os preços dos seus produtos para competir com as redes digitais, e assim, o mercado cresceria. Mas a ganância fala mais alto. Os políticos querem o "venha a nós" e o "vosso reino" que se exploda!
Quem manda no Brasil é o povo. Ele só tem que se lembrar disso. É  ele que decide o que e onde comprar. Foi ele que fez movimentos sociais que mudaram o país, indo às ruas em protesto. As redes sociais estão aí para isso e elas já mostraram o poder que têm. Se o povo voltasse a fazer essas coisas, poderia novamente mudar o país. Vou me formar em jornalismo esse ano, se tudo der certo, e pretendo ter uma coluna sobre games em algum jornal algum dia. E como participante da mídia, sei que os políticos a usam para manipular o povo e deixá-lo passivo. E eles fazem a farra e riem da nossa cara enquanto isso. Nós temos que nos impor. A Marcha contra a corrupção já foi um grande passo, mas ela só dará certo se acontecer nacionalmente. Não podemos deixar o dinheiro dominar o mundo.

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