Em certas horas, penso que deveria ser proibido crescer. A vida é tão mais complicada depois de adulto. Tenho 23 anos e ainda não me acostumei. Deve ser porque dizem, agora, que a adolescência vai até os 25. De qualquer modo, agora entendo como Peter Pan se sentia.
Não se faz mais infância como antigamente. Os tempos mudam e a cultura também. Em muitos casos, pra pior. Ou você não notou como anda a cultura do Brasil nos últimos anos. Chega a dar nojo! Começo a achar que Einstein estava certo quando disse que o ser humano, em alguma hora, ficaria dependente das tecnologias. Isso diminuiu muito as relações humanas. Por causa das tecnologias, as crianças deixaram de irem brincar na rua, por exemplo, com exceção daquelas de classes menos favorecidas economicamente falando. Não que elas não devam ser usadas, pois vieram para o bem. O que deve haver é conciliação. Eu, por exemplo, joguei muito videogame quando criança (tanto que sou apaixonado por eles até hoje), e nem por isso deixava de ir jogar futebol na rua, ou andar de bicicleta, ou algo do tipo. Aliás, naquele tempo, jogar videogame era bom justamente porque podíamos tanto jogar sozinhos quanto chamarmos nossos amigos pra jogar junto. Quantas amizades não começavam (ou terminavam) assim?
E o que dizer da música? Dos programas de TV? Dos desenhos? Ah, os desenhos. Qual criança dos anos 90 não voltava correndo do colégio para casa, para assistir aos Cavaleiros do Zodíaco? Ou ligava no programa da Xuxa pra assistir ao He-Man e ouvir ao Trem da Alegria, que praticamente morava no programa. Mais tarde, no SBT, outros ótimos desenhos, como O Fantástico Mundo de Bobby, Os Ursinhos Carinhosos (que era meio frufru, mas naquela época ninguém ligava pra isso), Rugrats, Doug e mais tarde, Dragon Ball. Sem citar outros vários, como A Caverna do Dragão e alguns mais antigos que ainda passavam nesse tempo, como Scooby Doo, Pica Pau, Tom e Jerry, Pernalonga, Popeye e etc. Ainda tinham os seriados japoneses, como Jaspion, Ultramen e Power Rangers. Depois, vieram os tempos áureos do Cartoon Network, que exibia Du, Dudu e Edu, As Meninas Super Poderosas, O Laboratório de Dexter, Johnny Bravo e A Vaca e o Frango, além de animes, como Sakura Card Captors, Sailor Moon, Samurai X e Pokémon, que nesse tempo ainda era febre. Isso sim eram bons desenhos. Hoje, vemos a programação das TV's sem espaço para as crianças, tanto na aberta quanto na fechada, com raríssimas exceções.
Quando se fala na música, a mudança é mais gritante. Não falo nem da música infantil, porque o auge dessa foi nos anos 80, mas, generalizando, a qualidade piorou muito. Até as músicas mais escrachadas daquela época, a maioria resumida em axé e pagode, eram boas se comparadas com as de hoje em dia, e já eram espancadas pela mídia que, eu como jornalista reconheço, nunca soube de nada. Estão aí os Mamonas Assassinas que não me deixam mentir. Hoje em dia, por causa da internet, qualquer um que saiba cantar ou tocar um instrumento e que faça uma música de qualidade duvidosa com um refrão grudento faz sucesso. As coisas ficaram fáceis, e por isso banais, demais.
Acho que vou atrás das Esferas do Dragão e vou fazer um pedido: quero os anos 90, e minha infância, de volta.
Não se faz mais infância como antigamente. Os tempos mudam e a cultura também. Em muitos casos, pra pior. Ou você não notou como anda a cultura do Brasil nos últimos anos. Chega a dar nojo! Começo a achar que Einstein estava certo quando disse que o ser humano, em alguma hora, ficaria dependente das tecnologias. Isso diminuiu muito as relações humanas. Por causa das tecnologias, as crianças deixaram de irem brincar na rua, por exemplo, com exceção daquelas de classes menos favorecidas economicamente falando. Não que elas não devam ser usadas, pois vieram para o bem. O que deve haver é conciliação. Eu, por exemplo, joguei muito videogame quando criança (tanto que sou apaixonado por eles até hoje), e nem por isso deixava de ir jogar futebol na rua, ou andar de bicicleta, ou algo do tipo. Aliás, naquele tempo, jogar videogame era bom justamente porque podíamos tanto jogar sozinhos quanto chamarmos nossos amigos pra jogar junto. Quantas amizades não começavam (ou terminavam) assim?
E o que dizer da música? Dos programas de TV? Dos desenhos? Ah, os desenhos. Qual criança dos anos 90 não voltava correndo do colégio para casa, para assistir aos Cavaleiros do Zodíaco? Ou ligava no programa da Xuxa pra assistir ao He-Man e ouvir ao Trem da Alegria, que praticamente morava no programa. Mais tarde, no SBT, outros ótimos desenhos, como O Fantástico Mundo de Bobby, Os Ursinhos Carinhosos (que era meio frufru, mas naquela época ninguém ligava pra isso), Rugrats, Doug e mais tarde, Dragon Ball. Sem citar outros vários, como A Caverna do Dragão e alguns mais antigos que ainda passavam nesse tempo, como Scooby Doo, Pica Pau, Tom e Jerry, Pernalonga, Popeye e etc. Ainda tinham os seriados japoneses, como Jaspion, Ultramen e Power Rangers. Depois, vieram os tempos áureos do Cartoon Network, que exibia Du, Dudu e Edu, As Meninas Super Poderosas, O Laboratório de Dexter, Johnny Bravo e A Vaca e o Frango, além de animes, como Sakura Card Captors, Sailor Moon, Samurai X e Pokémon, que nesse tempo ainda era febre. Isso sim eram bons desenhos. Hoje, vemos a programação das TV's sem espaço para as crianças, tanto na aberta quanto na fechada, com raríssimas exceções.
Quando se fala na música, a mudança é mais gritante. Não falo nem da música infantil, porque o auge dessa foi nos anos 80, mas, generalizando, a qualidade piorou muito. Até as músicas mais escrachadas daquela época, a maioria resumida em axé e pagode, eram boas se comparadas com as de hoje em dia, e já eram espancadas pela mídia que, eu como jornalista reconheço, nunca soube de nada. Estão aí os Mamonas Assassinas que não me deixam mentir. Hoje em dia, por causa da internet, qualquer um que saiba cantar ou tocar um instrumento e que faça uma música de qualidade duvidosa com um refrão grudento faz sucesso. As coisas ficaram fáceis, e por isso banais, demais.
Acho que vou atrás das Esferas do Dragão e vou fazer um pedido: quero os anos 90, e minha infância, de volta.

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