terça-feira, 22 de novembro de 2011

Teoria do efeito dominó. (Opinião)



Normalmente não escreveria sobre esse tipo de coisa aqui no meu blog, mas é questão de opinião, e depois de hoje, se não escrever em algum lugar, vou pirar.

Depois de assistir a edição de hoje do programa Profissão Repórter, do grande jornalista Caco Barcellos, percebi que o assunto se tratava puramente de Teoria Neomalthusiana. Mas não é só isso. A Teoria Neomalthusiana trata da questão da natalidade no desenvolvimento do país. Quando uma menina de apenas 11 anos grávida fala que planejou engravidar, além da compreensível sensação de revolta, você fica pensando em várias coisas. No tipo de educação aplicado pelos pais e professores em lugares assim, na grande quantidade de informações acessíveis sobre o assunto, que se tornam inúteis, assim como a orientação dos mais velhos. Os adolescentes são conhecidos por não aceitarem os limites que lhes são impostos (experiência própria, eu tenho vinte e um, saí dessa fase a pouco tempo), e isso deve explicar a curiosidade que eles têm sobre a vida sexual. Mas eles tem que ser pelo menos educados decentemente sobre essa questão, para evitar casos como o da menina acima, o que me leva à seguinte teoria: os problemas sociais do Brasil são grandes porque um ocasiona o outro, como se fosse um efeito dominó. A educação, apesar das grandes e inegáveis melhoras dos últimos tempos, ainda é precária. Os políticos sabem disso, mas não fazem grandes investimentos com medo de que o povo crie consciência e pare de votar neles. Com a educação precária, a pessoa não vai conseguir ter um grau de estudo grande o suficiente pro que é exigido atualmente pra se conseguir um emprego. Sem emprego, vem a pobreza e a fome, e a pessoa vai buscar outras saídas, através do crime. Por isso o tráfico de drogas e o consumo de crack são a grande praga do Brasil. Por isso a corrupção impera no país, o número de jovens mortos no trânsito é cada dia maior. Por isso, os limites devem ser impostos, não à força, mas de uma maneira que o jovem se sinta confortável e, ao mesmo tempo, tenha respeito. 

Outra questão que tem que ser levantada, (apesar de eu não gostara nada de falar nesse assunto, por causa das minhas desavenças com os pensamentos religiosos) é a do aborto. Sem querer fazer apologia nem nada, mas nós temos sempre que analisar os dois lados da coisa. O caso da menina acima é chocante, sem dúvida, mas se ela diz que foi planejado e tem gente disposta a ajudá-la, ok, o problema e a vida são dela. Mas, suponhamos que ela tivesse sido estuprada, pelo pai, namorado ou seja lá quem for. A menina sofre abuso, engravida por causa disso, e ainda assim é obrigada a ter o filho?! Pensem o que quiserem, mas nesse caso, o aborto é mais do que necessário. Pra mim, é obrigatório. O problema é que, como a maioria dos habitantes do Brasil é da religião católica, a educação, em casa e nas escolas, é quase sempre baseada em preceitos cristãos. E o que me dá até nojo nessa questão, é que esses preceitos são radicais demais. Não há como controlar a natalidade com a Igreja Católica proibindo a camisinha e os métodos anti-concepcionais. Não há porque, a Igreja Católica, que pra mim já perdeu a santidade há muito tempo, ainda está acima de tudo. E a religião não deveria nunca estar acima da razão, muito menos interferir no processo educacional. Não vou negar que ela ajuda, claro que sim, mas não se for radical. Por causa disso, o Oriente Médio é dominado pelas guerras há séculos.

O que forma o caráter do ser é o ambiente em que ele vive. Por isso, é que esses problemas tem que ser erradicados, pois só assim, o Brasil vai se tornar o país que pretende ser um dia.

É isso. 

Um comentário:

  1. Engraçado, concordo plenamente com o que seu texto diz. Um dia desses twittei sobre isso, que é muito fácil a s pessoas (principalmente religiosas) apontarem o dedo para uma menina nova e cheia de filhos e a encher de culpa, é muito fácil também criticar o aborto quando não é vcê quem vive esse drama. Sempre fui a favor do aborto porque evita o abandono de crianças nas ruas, já que as familias não conseguem ter um controle sobre seus filhos e a tendência é de viverem a margem da sociedade.

    Também concordo quando você diz que se todos tivessem consciência de seus direitos, muita coisa não aconteceria no Brasil, já que a nossa "democracia" é baseada no voto comprado ou como fala aquela música do Titãs, onde os políticos fazem cara de dar dó na frente das câmeras e por trás riem da população

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